Posted by Alisson Gothz | toys | Wednesday 30 September 2009 10:11 am
Eu nunca fui super fanático por Playmobil, mas confesso que morri com esse novo set Playmobil Egito que vem até com esfinge, múmia e pirâmide! Uma pena que as partes sejam vendidas separadamente (e não são baratas). Mas fica a dica para quem quiser me presentear.
Posted by Alisson Gothz | arte, cinema, cyberpunk | Thursday 6 August 2009 2:23 pm
H.R. Giger (pronuncia-se “guígar”) nasceu no interior da Suíça em 1940 e mudou-se para Zurique em 1962 para estudar design industrial e de interiores. Influenciado pelo futurismo e pelo surrealismo, seus primeiros trabalhos eram feitos com caneta antes de serem cobertos com tinta óleo. Mas foi só quando começou a usar a técnica do airbrush que Giger achou seu estilo próprio – e que o tornaria mundialmente famoso.
A forma com que Giger desenhava corpos humanos e máquinas interconectados em uma relação muitas vezes com sugestões eróticas recebeu o nome de “biomechanical”. Sua amizade com o guru do LSD Timothy Leary e o pintor Salvador Dali foram fortes influências na criação de seu universo gótico/industrial romântico e sexy, assustador na mesma medida que deslumbrante e encantador.
É claro que a obra mais famosa de Giger é sem dúvida o monstro que ele criou para o filme Alien (1979) pelo qual ganhou um Oscar de “Best Achievement for Visual Effects”. Mas seu trabalho não se resume apenas a isso: seus dois livros Necronomicon (1977) e Necronomicon II (1985) são em si perfeitas obras de arte. Suas contribuições para bandas de rock como o Dead Kennedys (cujo disco Frankenchrist exibia a polêmica Penis Landscape, que levou o vocalista da banda a um processo judicial por obscenidade), o enigmático retrato da diva Debbie Harry perfurada por agulhas gigantes, enfim, um universo muito além do monstrengo cabeçudo do filme de Ridley Scott. Para os mais abastados, uma visita ao HR GIGER MUSEUM na cidade suiça de Gruyères é uma viagem absolutamente imperdível, com uma enorme quantidade de obras, esculturas e instalações de deixar qualquer um de queixo caído.
O estilo inconfundível de Giger faz dele um dos mais inovadores e importantes artistas do nosso tempo, sem exagero. Uma verdadeira fauna cyberpunk de seres alienígenas que transpiram uma sensualidade mórbida entre sonhos surreais. Bem vindo ao mundo fantástico de HR Giger.
Posted by Alisson Gothz | cinema | Monday 3 August 2009 3:52 pm
Barbarella (1968) direção: Roger Vadim elenco principal:
Jane Fonda … Barbarella
John Phillip Law … Pygar
Anita Pallenberg … The Great Tyrant
Milo O’Shea … Durand-Durand
No século 40, a bela Barbarella recebe diretamente do “Presidente da Terra” a missão de dominar o terrível Doutor Durand Durand (que barbariza no planeta SoGo com desejos altamente malignos) e com isso salvar a vida do planeta Terra. Missão essa que Barbarella tira de letra graças a sua principal arma: sua magnética sensualidade.
Durante sua busca incansável por Durand Durand, ela cai de amores por um humano que habita SoGo e que, entre outras coisas, a faz descobrir os prazeres do ato sexual físico – desconhecido em seu mundo. A partir daí, não sobra nem pro coitado anjo cego Pygar, que vira um de seus aliados, e abre espaço até mesmo para uma curiosa máquina de tortura que pode levar um indivíduo à morte por uma overdose de orgasmos, controlada como um piano. Sem contar na histórica cena de abertura, com Jane Fonda fazendo um strip-tease num espaço com gravidade zero. Tudo isso envolto na incrível trilha sonora composta por Charles Fox e Bob Crewe.
Barbarella não é um filme de ficção-científica pra quem quer um enredo que transborde em teorias fisico-quânticas e efeitos especiais de última geração. É pra quem quer diversão, muita diversão.
Todos estes elementos juntos fazem do filme de Roger Vadim senão uma obraprima do cinema fantástico, um dos filmes mais deliciosos do cinema mundial – embora tenha sido um enorme fracasso na época de seu lançamento. Mas o tempo foi sim um dos melhores amigos de Barbarella, e, com seu forte apelo visual kitsch, o culto em torno da película só cresceu com os anos e hoje a categoria de “cult movie” chega a ser pequena para contê-lo.
Não há como negar a influência que o filme teve não só na cultura pop em si, mas ainda mais especificamente na imagem que os personagens femininos dos mangas e animes japoneses tiveram e tem até hoje. Cantoras pop como Madonna, Britney e tantas outras devem cada centímetro de suas madeixas loiras à personagem da então belíssima Jane Fonda. E sim, Durand Durand é quem batiza a famosa banda dos anos 80.
Um remake do filme tem sido anunciado por muitos e muitos anos, mas parece que agora vai – e com a atriz Rose McGowan (a ruiva do seriado Charmed) no papel principal. Mas é claro que dificilmente chegará aos pés do original. Portanto prepare a pipoca e se jogue no maravilhoso mundo de Barbarella Psychadella….
Posted by Alisson Gothz | cyberpunk, livros | Tuesday 28 July 2009 2:39 pm
Há 25 anos o escritor William Gibson lançava seu primeiro livro. Não imaginava ele, àquela altura, que tal obra não só fosse dar início à uma nova forma de manifesto, como também imaginar (e inspirar) o que nós hoje conhecemos como o cyberespaço e a rede global de computadores, a world wide web.
Inspirado – entre outras coisas – pelo filme Blade Runner, Gibson fez de seu Neuromancer a obra máxima do gênero cyberpunk, escrevendo histórias num ambiente onde inteligência artificial, realidade virtual, engenharia genética e a relação entre homem e máquina eram discutidos muito antes de fazerem parte da cultura popular.
A HISTÓRIA
“Um hacker renegado, uma samurai das ruas, um fantasma de computador, um terrorista psíquico e um rastafari orbital num thriller sexy, violento e intrigante. De Tóquio a Istambul, das estações espaciais ao não-espaço da realidade virtual, o tenso jogo final da humanidade contra as Inteligências Artificiais”
Henry Dorsett Case é um jovem que abandonou a vida de hacker (que no livro são chamados de “cowboys”) à força depois de cometer um grave erro motivado pela ganância, tentando roubar seus superiores. Estes envenenam Case com uma microtoxina que danifica seu sistema neurológico, impossibilitando-o de se conectar à Matrix, a rede global de computadores. O jovem vai a procura de uma possível recuperação em várias clínicas clandestinas na cidade de Chiba City (Japão), acabando com todo o seu dinheiro sem obter qualquer sucesso. No fundo do poço, encontra Molly, uma verdadeira luz no fim do tunel em seu destino e que lhe oferece a cura em troca de seus conhecimentos de informática. E é a partir daí que toda a trama se desenvolve, com diversos personagens e situações surgindo a cada passo – e culminando num final surpreendente.
A IMPORTÂNCIA DE NEUROMANCER
O livro é considerado a obra mais fundamental do universo Cyberpunk, com muitas pessoas inclusive dizendo que Gibson foi o inventor do mesmo. Ganhou diversos prêmios importantes e foi um dos maiores responsáveis por colocar de vez o gênero ficção-científica dentro da literatura moderna. Sua importância dentro deste gênero o fez ser indicado pela revista Time como um dos cem melhores livros escritos em língua inglesa desde 1923.
Neuromancer também foi o responsável por tornar popular termos que hoje em dia ouvimos em qualquer lugar, como por exemplo a palavra “cyberspace” – criada pelo próprio Gibson em sua obra “Burning Chrome” de 1982, mas que apenas em Neuromancer começa a chamar a atenção.
Jack Womack, escritor e responsável pela introdução publicada na reedição de Neuromancer no ano de 2000, declara que a ideia de Gibson a cerca do cyberespaço pode ter sido uma das principais influencias dentro da qual a Internet se desenvolveu, em especial a ideia do termo World Wide Web. Numa busca rápida na Internet pode-se encontrar dezenas de teses de doutorado desvendando cada detalhe da obra, provando ser um dos livros mais geniais do nosso tempo.
Neste sentido, não é necessário muito tempo até que se perceba a ligação entre Neuromancer e a trilogia de filmes Matrix – que por sinal comemora dez anos agora em 2009. Não há como negar que Matrix é uma releitura da obra de Gibson com um novo olhar, mais abrangente. Seria Neo o novo Case? Seria Trinity uma nova encarnação de Molly? Bem, isso é assunto pra uma bela – e longuíssima – discussão.
Outra grande influência de Neuromancer pode ser vista nos animes japoneses dos anos 90, como os cultuados Akira, a série Ghost in the Shell e Metropolis.
Na música? Daí a lista é tão longa quanto. Dos animados Sigue Sigue Sputnik à turma nervosa da EBM e do Future Pop, passando por Devo e Nine Inch Nails, o universo cyberpunk sempre foi um tema recorrente.
Neuromancer é o primeiro exemplar de uma trilogia chamada “Trilogia do Sprawl”, que continua depois no livro Count Zero e em seguida, Mona Lisa Overdrive. Felizmente o livro foi lançado em diversas edições e formatos no Brasil, sendo facilmente encontrado em grandes livrarias e sebos espalhados pelo país. A última edição é da editora Aleph, de 2008. (ISBN: 8576570491)
CYBER + PUNK????
O termo foi primeiramente usado na obra homônima de Bruce Bethke em 1984, mas foi somente em Neuromancer – lançada no mesmo ano, que o termo ganhou força. Força suficiente para tornar-se uma manifestação artística, onde a cibernética e toda a sua fauna de andróides, microchips e inteligência artificial se uniam ao universo punk das drogas, violência, não-conformismo e anarquia para lidar com a decadência do mundo moderno. Sua influência causou impacto não só nas páginas dos livros e histórias em quadrinhos como também no cinema, música, moda, artes plásticas e, é claro, a informática.
“Os personagens do cyberpunk clássico são seres marginalizados, distanciados, solitários, que vivem à margem da sociedade, geralmente em futuros despóticos onde a vida diária é impactada pela rápida mudança tecnológica, uma atmosfera de informação computadorizada ambígua e a modificação invasiva do corpo humano”, descreve o acadêmico e autor Lawrence Peterson.
A partir da segunda metade dos anos 90 o cyberpunk acabou se diluindo e se dividindo em diversas outras escolas literárias e filosóficas, abrindo espaço para outros universos como o steampunk e o biopunk.
Posted by Alisson Gothz | music | Monday 20 July 2009 1:44 pm
O Citibank Hall confirma em sua programação para o mês de outubro show do Pet Shop Boys no dia 15/out no Rio de Janeiro. A banda com certeza vai passar por outras cidades brasileiras na mesma semana (que aliás antecede a semana em que o Depeche Mode aterriza por aqui – e com o Prodigy provavelmente abrindo o show de SP).
É claro que tais datas ainda não estão no site oficial da dupla, mas outras datas na América do Sul já estão fechadas (10/out em Santiago, por exemplo). Será a quarta vinda do grupo por aqui, que esteve em solo nacional em 1994, 2004 e 2007.
Pet Shop Boys
Quinta 15 de outubro de 2009 às 20h00m
Citibank Hall
Av. Ayrton Senna, 3000 – Cj. 1005 – Barra da Tijuca
Rio de Janeiro
Brasil
Posted by Alisson Gothz | music | Wednesday 15 July 2009 12:00 pm
Um produtor francês de nome estranhíssimo (”Je Deviens DJ En 3 Jours”, o que em português signifca “Virei DJ em três dias”) teve a ótima ideia de lançar o primeiro tributo 8-bit ao cultuado Daft Punk. A coletânea Da Chip! traz os maiores sucessos do duo francês recriados por artistas que usam videogames antigos como instrumentos. O resultado final é no mínimo divertido – como se o Daft Punk fosse na verdade composto pelo Pac-Man e o Mario.
O álbum pode ser baixado gratuitamente no site oficial junto com capinhas e tudo mais. Uma das faixas mais legais do trabalho é a versão do clássico das pistas/radios/academias “One More Time” pelas mãos do britânico Microchip.
DA CHIP – 8-bit Tribute to Daft Punk
01 – Around The World – The Listrix
02 – Short Circuit – Random
03 – Voyager – Zombectro
04 – Revolution 909 – Note!
05 – Aerodynamic – JDDJ3J
06 – Superheroes – Stage 7
07 – Crescendolls – Flashbob
08 – One More Time – Microchip
09 – Teachers – Fluxxin
10 – Indo Silver Club – Motone
11 – Veridis Quo – EvilWezil
Posted by Alisson Gothz | music | Tuesday 14 July 2009 2:02 pm
BURAKA SOM SISTEMA – BloodDiamond Mixtape
Os angolanos/portugueses do BSM continuam produzindo coisas incríveis, e nesta nova mixtape não deixam por menos. De Guns’n'Roses à funk carioca, eles injetam vida nova ao kuduro e às basslines que fazem deles um dos nomes mais criativos da nova geração eletrônica. Passa lá no site oficial do BSM e faça o download a-go-ra. (E a performance deles ao vivo é imperdível – eu vi no Sónar deste ano, e foi disparado um dos Top 3 shows do festival. Não deixe de conferir se tiver a chance!)
DELOREAN – Ayrton Senna Mixtape
Os catalães do Delorean prepararam uma pequena mixtape para comemorar o lançamento de seu mais novo EP, cujo nome é uma homenagem ao campeão brasileiro de Fórmula 1 Ayrton Senna. No tracklist, remixes de gente como El Guincho, Mystery Jets, The Teenagers e The Big Pink. Pra furar qualquer caixa de som.
FLORENCE & THE MACHINE – Lungs [Deluxe Edition]
A essa altura já está todo mundo falando deste disco, então se você ainda não o escutou, por que não baixar logo a versão deluxe? Florence & The Machine e seu álbum Lungs é sem dúvida um dos lançamentos mais legais deste ano. Ótimo pra quem gosta de Kate Bush, Antony & The Johnsons, folk psicodélico, pop doce e suave. Para baixar (passe o mouse sobre a imagem) MySpace
EBONY BONES – Bone of My Bones
Ebony é outra que eu vi no Sónar e quebrou tudo. Imagine a Siouxsie Sioux pós-punk cantando em cima de bases de punk, hiphop, funk, dub, ragga, electro, enfim.. de tudo um pouco. Mas a bagunça festeira de Miss Bones acaba fazendo sentido. Pra ouvir bem alto, naqueles dias que você quer realmente incomodar seu vizinho. Para ouvir em streaming Para baixar
Posted by Alisson Gothz | cinema | Wednesday 8 July 2009 12:36 pm
Os boatos sobre uma nova versão do clássico filme O Corvo (”The Crow“, 1994) começam a ganhar vida. Segundo o site mania.com, o diretor Stephen Norrington deve entregar o script de The Crow Reboot ainda este mês e que ele será “totalmente diferente da história original. É uma nova história, sobre um novo personagem”. Norrington já havia dito anteriormente que o novo filme não será um remake, e que trará diferenças não somente no enredo, mas também no design e estilo – apesar do foco da história continuar sendo “ressurreição e vingança”.
O Corvo já teve várias continuações: The Crow: City of Angels (1996), The Crow: Salvation (2000), e The Crow: Wicked Prayer (2005), além da série de tv The Crow: Stairway to Heaven (1998). O filme original, dirigido por Alex Proyas e estrelado por Brandon Lee, é um clássico do cinema de suspense/terror. Brandon, filho do ator Bruce Lee, morreu baleado durante as filmagens.
Posted by Alisson Gothz | music, tv | Tuesday 7 July 2009 9:28 pm
Nossa patricinha-vilã preferida Blair Waldorf, ou melhor, a atriz que a interpreta (Leighton Meester) acaba de lançar seu primeiro single. “Body Control” fará parte de seu disco de estreia, que tem faixas produzidas por nomes como Kara Dioguardi (aquela nova jurada do American Idol que ninguém gostou muito). O clima do álbum, bem como de “Body Control”, é aquela coisa: pop eletroniquinho, dançante e sexy a la Kylie Monigue.
Meester, que explodiu na mídia ao encarnar a adorável-detestável Blair no seriado Gossip Girl, já havia dados seus primeiros passos no mundo da música antes, fazendo vocais na faixa “Good Girls Go Bad” do Cobra Starship. Duas outras faixas de seu álbum, “Birthday” e uma versão de “Bete Davis Eyes” (sucesso dos anos 80 na voz da Kim carnes) já haviam vazado na Internet em versões demo.
E quer saber? Muito mais legal que a Lady Gaga. #prontofalei